Voluntários preparam ceia de Natal para mais de duas mil pessoas em situação de rua em Porto Alegre

0

Ação especial foi neste sábado (22), debaixo do Viaduto da Conceição. Em três anos, voluntários do Cozinheiros do Bem já distribuíram mais de 100 mil toneladas de alimentos.

Voluntários do projeto Cozinheiros do Bem prepararam uma ceia de Natal para 2,5 mil pessoas que vivem nas ruas de Porto Alegre. A ação foi neste sábado (22), debaixo do Viaduto da Conceição, no Centro da capital.

“Que Deus abençoe a todos! Que tudo que eles fizerem por nós, façam por eles”, agradece Norma Igarçaba da Silva, de 63 anos, que está em situação de rua há dois meses.

“Alegria de ver esse pessoal todo sorrindo e saber que tu pode, de alguma maneira, ajudar. Isso é o que me faz vir aqui sempre, eu adoro isso”, declara o voluntário Antônio Francisco Silva.

Os panetones entregues junto com a ceia foram produzidos na última semana por alunos e professores da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

“Me sinto grata por poder contribuir, ser um grãozinho de areia nesse planeta. Não resolve, mas pelo menos com nosso trabalho aqui, hoje, ninguém vai catar comida no lixo”, afirma a voluntária Mirtha de Paula de Vargas.

Em três anos, o grupo já distribuiu mais de 100 mil toneladas de alimentos. E as iniciativas não se limitam a oferecer comida. Nesse período, eles já ajudaram 50 pessoas a saírem das ruas.

Esse também é o desejo de Norma. Por conta da idade, ela diz que não consegue uma oportunidade de emprego. Neste Natal, tudo que ela queria era a dignidade de uma carteira assinada.

“Eu tenho condições, mas como eu tenho 63 anos… Eu sou padeira, confeiteira e cozinheira, mas eles não me dão chance. Aí eu faço faxina”, diz Norma.

“A gente não é pobre de espírito, a gente é pobre de trabalho. E é o que eu desejo para vocês, um feliz Natal, que a família de vocês nunca precise. Eu tenho fé que eu vou conseguir”, completa.

O Cozinheiros do Bem faz ações todos os sábados, durante o ano todo. São 15 toneladas de alimentos distribuídas por semana em quatro pontos de Porto Alegre.

“A gente faz isso aqui por amor, não tem ligação religiosa, política. Para nós, é muito importante ajuda física, porque a gente usa o alimento como uma ponte para levar carinho para essa galera”, define o coordenador do coletivo, Júlio Ritta.

Fonte: G1-RS

Compartilhar

Deixe uma resposta