Suposto esquema de propina no Presídio Regional de Passo Fundo é investigado

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Está sendo apurado também se a fuga do último sábado (12/01) foi facilitada.

A Polícia Civil e a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) do Rio Grande do Sul apuram suposto esquema de propinas comandados por agentes penitenciários no Presídio Regional de Passo Fundo, no Norte. 
Na madrugada de sábado (12), 17 presos escaparam da casa prisional após uma S-10 derrubar o portão de entrada do local. Em áudios obtidos pela reportagem do RBS Notícias, presos detalham tabela de pagamentos para facilitar diversos trâmites, como troca de acomodações. O material chegou até a Susepe no fim de 2018.

Segundo relatos repassados à Susepe, uma vaga no alojamento A — o melhor do estabelecimento — custaria de R$ 2 mil R$ 5 mil. 
O preso que pretendia sair do setor da triagem – considerado o pior do presídio – também teria de pagar para ser realocado para uma área melhor:

– Os caras ganham R$ 5 mil, R$ 10 mil para trazer um cara, tirar da triagem e largar no alojamento lá — diz o trecho de um dos áudios.
Dentro do presídio, também haveria esquema de pagamentos para evitar processos administrativos por irregularidades e para facilitar a entrada de drogas na casa prisional.

O corregedor da Susepe, José Hermilio Ribeiro Serpa, disse que vai pedir o afastamento dos agentes penitenciários citados nas gravações. Também está sendo apurado se a fuga do último sábado foi facilitada. Foi verificado que os presos estavam fora das celas e a presença de buracos na parede da estrutura.
— Tudo é possível, é muito surpreendente que esses fatos tenham sido aportados na corregedoria e agora se proceda um resgate. Abertura de buracos para sair das galerias não poderia passar despercebido se houvesse uma segurança uma vigilância perfeita daqueles que são encarregados da segurança do presidio.

Fonte: Gaúcha ZH/Segurança

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