Mulheres descobrem talento musical em coral na prisão e tentam refazer a vida fora dela por meio da música

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Presas por tráfico de drogas, seis sul-africanas e duas malaias participaram de projeto da USP na penitenciária feminina de São Paulo e, desde que saíram, se reúnem no coral Mulheres Livres para compartilhar o talento que descobriram no cárcere: cantar.

Em semicírculo nove mulheres aquecem a voz enquanto uma delas explica: “Essa música que vamos fazer agora a gente cantava sempre que alguém ganhava liberdade, é o nosso grito de liberdade”.

Desde que deixaram a Penitenciária Feminina da Capital de São Paulo, no Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, seis sul-africanas e duas malaias se reúnem no coral Mulheres Livres para compartilhar o talento que descobriram no cárcere: cantar.

O projeto surgiu em 2014, no Coral Universidade de São Paulo, da vontade dos integrantes de fazer um projeto de ressocialização para mulheres no cárcere por meio da música. No ano seguinte, a professora e psicanalista Carmina Juarez deu tom a ideia e a fez sair do papel. Entrou em contato com a penitenciária, que “desde o princípio se mostrou aberta. O projeto se mostrou muito feliz lá dentro, então teve todo apoio”, explicou Carmina.

Toda semana, as mulheres têm duas horas de ensaio com aulas de técnicas vocais, ritmo, canto coletivo, entre outros aprendizados. Desde sua criação, o Voz Própria já teve cerca de 200 participantes vindas de todos os continentes.

Os ensaios e apresentações foram tão transformadores para algumas dessas mulheres que assim que ganharam a liberdade elas procuraram por Carmina pedindo para continuar o trabalho. A professora incluiu as novas artistas em uma peça de teatro de formatura de uma turma da USP, no final de 2017. A estreia no palco foi também o início do Mulheres Livres, um coral que virou a extensão do Voz Própria do lado de fora.

Fonte: GLOBO G1

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