Jornalista Ricardo Boechat morre em queda de helicóptero em São Paulo

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O jornalista tinha 66 anos e atualmente trabalhava no Rede Bandeirantes

O jornalista Ricardo Boechat morreu, aos 66 anos, na queda de um helicóptero no Rodoanel, em São Paulo, no início da tarde desata segunda-feira (11/2). A informação foi confirmada pela TV Bandeirantes. Boechat estava voltando de Campinas, onde tinha ido dar uma palestra. 
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o piloto também morreu na queda.
A aeronave caiu sobre um caminhão. O motorista do veículo foi socorrido pela concessionária da rodovia, a CCR. Boechat estava voltava a São Paulo após dar uma palestra em Campinas.
O acidente foi no Km 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco, próximo a um posto de cobrança de pedágio. Vídeos postados nas redes sociais mostram que a aeronave pegou fogo depois da queda. Pouco depois das 13h, o Corpo de Bombeiros informou que as chamas foram apagadas. Ao todo, 11 carros de resgate foram enviados ao local. 
Ainda não se sabe o que causou o acidente. O modelo da aeronave é um BELL PT HPG. A via foi interditada para o resgate. Segundo a CCR, os motoristas têm como opção acessar a Anhanguera sentido São Paulo e retornar no Km 18 para seguir sentido Jundiaí/Campinas.

Carreira

Filho de diplomata, Boechat nasceu em Buenos Aires, em 13 de julho de 1952. Deixa a mulher, Veruska Boechat, e seis filhos. Um dos mais renomados jornalistas do país, passou pelas redações dos jornais O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. 
Atualmente, trabalhava no Grupo Bandeirantes, onde era âncora de telejornal e comentarista no rádio do grupo. Também tnha uma coluna na Revista IstoÉ. 

Boechat ganhou diversos prêmios, incluindo três Esso, o mais respeitado do jornalismo brasileiro. No Prêmio Comunique-se, foi o Único a ganhar em três categorias (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV). Em 2014, em uma eleição da qual participaram profissionais da mídia, foi eleito o jornalista mais admirado por seus pares.

A carreira começou em 1970, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro, colaborando com a coluna de Ibrahim Sued. Em 1983, transferiu-se para O Globo, veículo no qual se tornaria um dos jornalistas mais influentes do país, após se tornar titular da coluna Swann, rebatizada mais tarde com o seu nome. 
Foi ainda, por seis meses, titular da Secretaria de Comunicação Social do Estado do Rio, no governo Moreira Franco. Publicou o livro Copacabana Palace – Um hotel e sua história (DBA, 1998), que resgatou a trajetória do hotel mais famoso do país.

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