Imigrantes venezuelanos chegam ao Rio Grande do Sul

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Em um imponente Boeing 767, de 54,8 metros de comprimento e capacidade para 52 toneladas, o primeiro grupo de venezuelanos trazido pelo governo federal ao Rio Grande do Sul decolou às 9h17min de ontem de Roraima. Sob a insistência do mau tempo no norte e no sudeste do país, depois de 20 horas de voo e duas escalas, 125 migrantes pisaram na capital gaúcha na noite desta quarta-feira (5).

Muito antes de o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pousar, às 20h11min, comitiva da prefeitura de Esteio e outra do Exército aguardavam os venezuelanos na recepção do aeroporto Salgado Filho. Antes de partir para o último destino, foi servido um lanche – com sanduíche e suco.

Coordenador do primeiro alojamento a receber imigrantes no Estado, Cristiano Coutinho Mayer garante que está tudo pronto – os 18 quartos e também o refeitório, que foi reformado.

— Amanhã, começam as palestras, os cadastros e a avaliação de saúde deles para que, enfim, os venezuelanos possam começar a nova vida — diz Mayer.

Apesar da recepção calorosa, ninguém que não fosse autoridade conseguiu contato com os novos moradores. Assim que o grupo desembarcou do avião, já subiu em ônibus do Exército e partiu direto para Esteio. O intuito da força-tarefa do projeto de interiorização é preservá-los de mais cansaço, depois de um dia longo de viagem e semanas difíceis na fronteira.

Por isso, do aeroporto eles foram levados para a Igreja Apostólica do Brasil, onde seria servida uma janta. Somente depois,

os 125 venezuelanos seriam encaminhados aos 20 apartamentos do seu alojamento, onde poderão ficar por até seis meses.

Chapada, no norte do RS, acolherá grupo

O voo desta quarta-feira foi 10º do processo que pretende aliviar a tensão em Roraima e dar oportunidade para os venezuelanos refazerem suas vidas em um novo destino. Com os grupos que ficaram em Brasília, São Paulo e no Rio Grande do Sul ontem, chega a 1.507 o número de interiorizados.

Esse foi o primeiro de quatro voos já divulgados pelo governo federal que têm como destino o Rio Grande do Sul, somando 646 venezuelanos que serão distribuídos entre Canoas e Esteio. Mais um grupo, integrado por 40 a 50 migrantes, deve chegar ao Estado ainda neste mês, mas ir para longe da Região Metropolitana.

A 330 quilômetros da Capital, o município de Chapada, no norte gaúcho, e seus 9,3 mil habitantes receberão algumas das pessoas que fogem da crise humanitária da Venezuela. Foi a própria prefeitura que ofereceu ajuda. Conforme o prefeito, Carlos Alzenir Catto (PDT), a cidade tem espaço para receber o grupo, além de vagas de emprego na área rural e em fábricas e disponibilidade em creches.

— A maior parte da nossa população é de filhos de imigrantes, de pessoas que saíram da Europa quando a situação não estava muito boa. Nada mais justo do que fazermos esta opção humanitária — explica Catto.

Conforme o governo federal, o perfil solicitado é de famílias com crianças e adultos que possam trabalhar na agricultura, na construção civil e em fábricas de calçados e costura.

Fonte: GaúchaZH

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