Grêmio sai atrás e empata com o Rosario Central pela Libertadores

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Everton marcou o gol gremista na primeira partida do time na competição continental


Considerada a diferença técnica entre as duas equipes, a estreia do Grêmio na Libertadores poderia ser melhor. Depois de um susto logo no início da partida, o time se impôs ao Rosario, viu Everton brilhar de novo e, não fosse o elevado número de chances desperdiçadas, sobretudo no primeiro tempo, poderia ter ido além do 1 a 1, no Gigante de Arroyito. A chance da primeira vitória fica, assim, para o jogo contra o paraguaio Libertad, dia 12, na noite em que a Arena voltará a sediar um jogo de Libertadores. 

Em crise no Campeonato Argentino, o Rosario abdicou de preservar titulares e tentou dar uma satisfação a seus torcedores. Pressionado, foi ataque e viu sua pressão dar resultado logo aos dois minutos. Depois de cruzamento de Gil, do lado esquerdo, Paulo Victor, hesitante, ficou no meio do caminho e Zampedri, ao saltar mais do que Kannemann, marcou de cabeça. 

Rodado, o Grêmio não se deixou abalar pelo gol. Geromel e Kannemann foram eficientes, Cortez contribuiu com seguidos avanços e Maicon, com autoridade, organizou os ataques. O time criou sua primeira chance para empatar aos sete minutos, em surpreendente investida de Cortez, que concluiu para defesa de Ledesma. Quatro minutos depois, a igualdade no marcador só não veio pela perícia do goleiro do Rosario. Marinho desarmou Cabezas na frente da área e inverteu na esquerda para Everton. Após um drible que deixou Bettini caído, o arremate de Everton, muito forte, foi defendido por Ledesma, para desespero do técnico Renato. Se escapou dessa, o time argentino não teve a mesma sorte aos 12. Em outro passe de Marinho, Everton driblou Gil e Bettini em sequência e, com um toque de classe, empatou.

Aos poucos, ficava evidenciada em campo a experiência de um campo de um time habituado a confrontos contra argentinos, que se renovam a cada Libertadores. Houve ainda um pequeno susto, aos 15 minutos, quando Vizeu, atrapalhado, cabeceou para trás, em cobrança de falta de Gil. De resto, prevaleceu a qualidade do imparável Everton, com rápidas investidas pela esquerda. O que não se estava no roteiro era a falta de inspiração de Vizeu, que perderia gols em sequência. O primeiro, aos 34 minutos, foi após ótimo avanço de Cortez, cujo cruzamento, rasteiro, foi desperdiçado pelo centroavante, na frente de Ledesma. Aos 36, depois de receber de Everton, Vizeu concluiu alto. Na chance mais clara, aos 40 minutos, nem goleiro havia pela frente. Na primeira chance, Luan arrematou e, na volta, o centroavante trazido da Udinese bateu por cima. Entre essas três oportunidades, Paulo Victor recuperou-se do vacilo cometido no gol do Rosario e salvou no canto esquerdo chute de Gil.

O primeiro tempo foi encerrado com uma forte confusão. Em cobrança de escanteio, Geromel atingiu Zampedri com um cotovelaço e, no revide, o centroavante argentino o derrubou. Instalou-se um tumulto, que só não foi adiante porque o árbitro equatoriano Roddy Zambrano finalizou a primeira etapa.

A segunda etapa foi aberta outra vez com pressão do Rosario. Em bolas altas, o time argentino tentou desestabilizar a defesa adversária. Um tanto quanto espaçado em campo, o Grêmio custava a responder. Seguia na dependência da individualidade de Everton, para compensar a noite apagada de Luan. Marinho, o outro velocista do time, era parado com faltas e contribuía menos do que no primeiro tempo.  

Matheus Henrique, colocado no lugar de Luan, foi quem reanimou o Grêmio. Aos 25, com menos de um minuto em campo, o volante forçou Ledesma a defesa salvadora em arremate da entrada da área. A queda de qualidade da partida, contudo, era flagrante. Renato buscou uma nova solução, ao trocar Vizeu por André e, mais tarde, Maicon por Jean Pyerre. Não conseguiu. Acomodado, o Grêmio só tratou de segurar a correria do Rosario nos minutos finais, com exceção da falta cobrada por Jean Pyerre, que atingiu o travessão. A estreia, definitivamente, poderia ter sido melhor.

Fonte: Gaúcha ZH

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