Deputados do Novo economizam R$ 5 milhões em verbas da Câmara

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O gaúcho Marcel Van Hattem foi um dos que menos gastaram. Em cinco meses de mandato ele utilizou pouco mais de R$ 21 mil da cota parlamentar. O valor mensal a que cada deputado tem direito é de R$ 40.875,90.

Defensor de uma política com menos gastos, o partido Novo vem seguindo esse preceito nas despesas dos parlamentares. A economia feita pelos oito deputados federais da sigla chegou a R$ 5 milhões nos primeiros cinco meses de mandato da atual legislatura.

Grande parte desse valor, R$ 3,69 milhões, vem da redução do número de funcionários por gabinete. Hoje o Novo conta com 56 assessores distribuídos entre os oito parlamentares, mas teria direito a 200. Pelo regimento da Câmara, cada parlamentar pode contratar até 25 assessores, com um gasto total de R$ 111 mil por mês.

A economia também é feita na cota parlamentar, valor mensal destinado a pagar despesas como passagens aéreas e manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar. Em cinco meses, os oito deputados utilizaram R$ 299.094,13 — o que representa uma economia de R$ 1.248.064,08. Um dos parlamentares que menos gastaram é o gaúcho Marcel Van Hattem, que no período utilizou pouco mais de R$ 21 mil. O valor mensal que cada parlamentar tem direito varia de Estado para Estado — para representantes do Rio Grande do Sul, por exemplo, é de R$ R$ 40.875,90.

À coluna de Carolina Bahia de Gaúcha ZH, Van Hattem afirmou que é possível trabalhar com menos recursos e, ao mesmo tempo, ter eficiência:

— Há uma série de fatores, o primeiro é eficiência. Trabalhar com menos recursos gera mais resultado, tanto com menos pessoal como também com menos gastos. Somos obrigados a ser mais criativos. E também porque tem uma cobrança maior da sociedade por transparência, por gestão pública e econômica de recursos. Essa demanda, com redes sociais, tem não só feito com que a política do Novo de contenção de despesas se transforme em exemplo, como também que outros deputados passem a fazer essas economias nos seus próprios gabinetes.

O Novo aponta ainda uma economia de cerca de R$ 400 mil referente à renúncia de auxílio-mudança, moradia e utilização do imóvel funcional da Câmara. Apenas um deputado, Alexis Fonteyne (SP), recebeu auxílio-moradia por um período, de fevereiro a maio, totalizando R$ 14 mil. Mas acabou também renunciando ao auxílio. 

Fonte: Carolina Bahia – Gaúcha ZH

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