Brasil parado pela primeira greve geral

0

Ruas totalmente vazias, rodovias paralisadas. É assim que o dia começa nas cidades brasileiras. Sindicatos, movimentos sociais, partidos, trabalhadores urbanos e rurais e estudantes são organizados para não irem aos trabalhos, ocupar as ruas e mobilizar um dia de greve geral, a primeira no governo de Jair Bolsonaro. O início da greve foi marcado por forte tensão devido às algumas decisões judiciais que proibiram a greve em algumas cidades, especialmente no transporte público.

“Não será nenhuma medida judicial que impedirá os trabalhadores e as trabalhadoras de fazer greve geral nesta sexta-feira 14 para barrar a reforma da Previdência de Bolsonaro. Vamos denunciar à Organização Internacional do Trabalho (OIT) esses juízes que, por solicitação de governos e patrões, tentam constranger os trabalhadores. Isso só demonstra o quanto a greve geral está na boca do povo e preocupando os empresários”, disse o presidente em um comunicado Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a principal confederação sindical do país.

A reforma da previdência proposta pelo governo é a principal mobilizadora para que os manifestantes vão para as ruas. O projeto aumenta a idade mínima de aposentadoria de 65 para homens e 62 anos para as mulheres, tira direitos fundamentais de assistência social garantidos pela constituição de 88 e propõe a implementação de um regime de capitalização. Outro tema que mobilizou as pessoas para as ruas foram os cortes orçamentários em universidades públicas e o crescente desemprego que já atinge mais de 14 milhões de pessoas.

Greve e efeito #Vazajato

O dia de ação, que está agendado desde o 1º de maio, coincidiu com uma semana particularmente movimentada na cena política do Brasil. A greve geral de hoje acontece logo após os vazamentos das conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro com promotores da operação Lava Jato. As mensagens foram divulgadas neste domingo pelo site The Intercept em série de reportagens #VazaJato. As revelações mostram evidente a intenção das partes para aprisionar, mesmo sem provas concretas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, afirmou para Mídia NINJA: “Hoje é um dia de parar todo o Brasil pelos nossos direitos. Hoje paramos várias rotas do país para deixar claro que não ressoamos a reforma da Providência “.

Mais informações: Mídia Ninja

Compartilhar

Deixe uma resposta